| Avaliando o RockMelt |
| Escrito por F. A. Barros | |||
| Qua, 10 de Novembro de 2010 00:00 | |||
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Pequena avaliação sobre o Navegador RockMelt, baseado no Chromium (como o Google Chrome). Comecei a testá-lo logo com o "about:memory", que não funcionou nele. É um macete do Chrome para ver o quanto ele está consumindo memória, primeira coisa que eu vi - que é bom quando o navegador está aberto há tempos, dando pra ver se é necessário reiniciá-lo antes que o PC fique muito lento. O Chrome consome bastante, mas é estável, dividindo os processos por aplicação, plugin, aba, etc., tal qual o próprio RockMelt, dado que ambos são originados do projeto Chromium. Ponto pra ele. Dá pra colocar os dicionários facilmente, e as extensões para o Google Chrome, das quais sou muito dependente, funcionaram. Quer dizer, tem termos. As extensões ficaram agrupadas na lateral direita. Não mostram alterações nos ícones. E quando passo o mouse sobre eles diz: "no new stories", quando no momento presente, por exemplo, tenho 25 emails não lidos. Isto sucede com todas as outras extensões. Desnecessário dizer que baixei as extensões para Chrome e elas se mostraram parcialmente compatíveis, provavelmente isso será corrigido logo. Coisa de pequena monta. Comparei o uso da memória no console de processos do Win7, o Chrome assim que iniciado, apenas com a aba da página inicial (prefiro uma págia inicial às abas mais usadas e/ou recentes), mantém 16 processos rolando, consume 206 megas. O Rockmelt mantém 13 processos, consumindo 144 megas, sendo mais econômico. Só que o Chrome deixa o processador ocioso. Por outro lado o RockMelt consome, mesmo ocioso, de 3% a 4% de capacidade processamento (num processador de três núcleos configurado no modo de alta performance - eu achei muito). No entanto, já havia colocado as minhas extensões do Chrome no RockMelt, são oito no total, e mesmo assim ele foi menos voraz no uso da memória. Usabilidade: usando o Win7 a principal vantagem do RockMelt, que é a integração com as redes sociais (na verdade com o Facebook) pode se tornar inócua e irritante. Explico: No Windows 7 a versão mais recente do Windows Messenger (2011) provê a integração com o Facebook tornando possível ver as atualizações dos contatos dessa rede, bem como integrando o chat do Facebook ao console do Messenger. Aí surge a irritação: Se você está no Messenger, pode vir a ter que ouvir três toques diferentes de chegada de mensagem: o nativo do Messenger, o do próprio Facebook e som grave do RockMelt. O Windows 7 permite que você controle o volume dos programas separadamente, o que solucionaria a questão. Mas, convenhamos, se você quiser ver um vídeo, terá de ir mexer nos controles do volume, enfim, julguei especialmente irritante ter de fazer isso. O som de alerta do RockMelt é grave, se sobrepõe aos demais: não há alternativa - ou se convive com os sons ou mexe-se no áudio. Optar pelo RockMelt ainda assim é possível, deixando o status do Messenger "Ocupado" ou simplesmente tirando os alertas sonoros. De toda forma tem que se mudar algo, e se seus contatos do Messenger, cuja base de usuários no Brasil gira em torno 46 milhões de pessoas, têm o Facebook, a coisa vai bem. No entanto, o Facebook tem em torno de seis milhões de usuários no Brasil e o crescimento não tem sido tão voluptuoso. Mas, claro, a versão 2011 do Messenger funciona apenas em Windows 7 e Vista, o pessoal que usa XP está sem ele... Então, se você usa o Facebook assiduamente, o RockMelt pode ser uma boa pedida. Tem umas coisas que eu não entendi. Se o RockMelt loga no Facebook assim que eu o inicio, por que diabos ele me pede para para logar na conta do FB quando eu a abro numa aba? E outra coisa curiosa: por que manter o campo de busca, tal e qual no FireFox e Internet Explorer, quando a barra de navegação já faz o mesmo, como no Google Chrome? O botão "compartilhar" é ótimo, mas a barra de buscas me parece desnecessária. Preferiria sem, com o visual minimalista e altamente simples do Chrome. De toda maneira, o navegador parece bem promissor, usa o Cromium, que é excelente (especialmente a renderização, navegação rapidíssima, alta segurança e um ótimo code inspector); é menos voraz que o próprio Google Chrome no consumo de memória, tem a integração com o Facebook e Twitter e, enfim, extensões do Chrome até que funcionaram. Mesmo assim, provavelmente não me tornarei um usuário dele. Como já disse, uso o Windows Messenger 2011 e as extensões funcionaram apenas parcialmente, e só de pensar em migrar o Gmail... Uso-o no modo offline, e isso demoraria um tempo. Ficarei com o Chrome, não obstante o RockMelt ser promissor.
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