| O Estadão e a mania por atualizações |
| Escrito por F. A. Barros | |||
| Seg, 23 de Agosto de 2010 00:00 | |||
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Eu uso com frequência o site do Estadão. Leio-o, especialmente a seção de economia que, entre os jornalões da velha mídia é o melhor. O seção de tecnologia, chamada por “Link”, também é interessante. Julgo-a bem melhor que a da Folha. Mas o que eu não consigo entender é porque o Estadão coloca um um script para atualizar a página em coisa de três ou cinco minutos. A Folha de faz o mesmo, mas com um tempo maior, ultrapassa os cinco minutos, acredito, mas a frequência é impertinente. O fato é que não estou disposto a cronometrar isso, tenho mais o que fazer. Mas no caso do Estadão, a coisa é feia. Se eu leio uma matéria um pouco maior, às vezes, antes de terminá-la, a página recarrega. Ou se sou interrompido, o que acontece sempre, e volto a ler, lá novamente, a página se põe a carregar. É altamente aborrecedor. Será que os caras que desenvolvem a página não sabem que isso é um pé no saco? Por que não colocam um tempo de atualização maior? Fiquei a me perguntar por isso. E descobri que as páginas dos jornalões mundo afora também lançam mão desse recurso. Só que de maneira conveniente, em alguns casos. O Le Monde, por exemplo, se atualiza a cada vinte minutos. O Clarín, em dez. O Washington Post, por sua vez, padece do mesmo mal do Estadão, em apenas cinco minutos. Fiquei um tempão no New York Times e não fui incomodado nenhuma vez. O pessoal do Estadão, da Folha e do Washington Post deveriam atentar que alguns leitores lêem com mais vagar, enfim, algumas matérias são mais longas e que há pessoas que ficam realmente detidas nos comentários. E isso não ajuda o leitor. E assim, eles perdem leitores. Regra básica de usabilidade: não atrapalhe o usuário. Se a experiência no site for ruim, ele tende a não visitá-lo. Essa gente demora a aprender.
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